8 de julho de 2021

Bolsonaro detona Omar Aziz: ‘Ele desviou 260 milhões da Saúde do seu Estado!’

Bolsonaro disse nesta quinta-feira, 8, que o presidente da CPI da Covid, senador Omar Aziz (PSD-AM), desviou R$ 260 milhões do Amazonas. A afirmação baseia-se na investigação do Ministério Público na operação “Maus Caminhos”, deflagrada em 2016 para apurar desvios na área da Saúde no Estado. O parlamentar é um dos suspeitos de participar do esquema.

O presidente fez a declaração enquanto se defendia novamente das acusações de superfaturamento na compra de doses da vacina indiana Covaxin. Citou parâmetros técnicos do Ministério da Saúde e os trabalhos de órgãos de controle como impeditivos à corrupção na aquisição dos imunizantes.

“A Controladoria Geral da União, que tem um ministro à frente dela, faz um pente fino na maioria dos contratos. E depois ainda tem o Tribunal de Contas da União. Como é que você vai fazer uma sacanagem dessa? Só na cabeça de um cara que desvia do seu estado R$ 260 milhões, como o Omar Aziz desviou, que pode falar isso”, disparou em conversa com apoiadores na saída do Palácio da Alvorada.

Bolsonaro criticou os trabalhos da comissão por não se restringirem a um único tema. Afirmou que o relator do colegiado, senador Renan Calheiros (MDB-AL), é alvo de 17 inquéritos no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e lavagem de dinheiro. “A CPI era CPI da cloroquina, virou CPI do ministério paralelo, CPI do Orçamento secreto publicado no Diário Oficial da União.”

Em seguida, o presidente, questionado por um apoiador, voltou a defender o voto impresso. Dessa vez, aventou a possibilidade de não haver eleições, caso a alteração do sistema eleitoral não ocorra. “Ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não fazemos eleições”, disse.

Fonte: República de Curitiba

7 de julho de 2021

Ministério da Defesa rebate Aziz por fala na CPI: 'Acusação irresponsável'

 

Nota assinada pelo Ministro da Defesa e comandantes em defesa de militares diz que "Forças não aceitarão qualquer ataque leviano"


Aziz citou militares do governo Bolsonaro investigados pela CPI da Covid

Aziz citou militares do governo Bolsonaro investigados pela CPI da Covid

EDILSON RODRIGUES/AGÊNCIA SENADO - 07.07.2021

O Ministério da Defesa e as Forças Armadas do Brasil emitiram nota nesta quarta-feira (7) rebatendo fala do presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-BA), sobre militares do "lado podre" que estivessem envolvidos em esquemas de corrupção.

"As Forças Armadas não aceitarão qualquer ataque leviano às Instituições que defendem a democracia e a liberdade do povo brasileiro", escreveram em nota o Ministro da Defesa, Braga Netto, e os comandantes do Exército, Marinha e Aeronáutica, o general Paulo Sérgio, tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista Junior, e o almirante Almir Garnier Santos, respectivamente. 

Cantor Erasmo Carlos detona CPI: “É um circo. É inacreditável. A cada dia sou surpreendido por mais blablablá”

 


O cantor Erasmo Carlos, que recentemente completou 80 anos de vida, fez críticas com relação aos trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia. O músico classificou a comissão como “circo”.

“É um circo. É inacreditável, eu não sei como tem gente tão sem noção. Fico bestificado de ver tanta desinformação. A cada dia sou surpreendido por mais blablablá, isso me deixa muito triste”, disse ele.

O cantor também contou como ele sua mulher vem se cuidado no decorrer da crise sanitária.

“Há um ano e quatro meses eu e minha mulher estamos dentro de casa. A gente não sai, não vai a lugar nenhum. Cumpri bem todas as regras. A gente foi se adaptando, sentindo falta de algumas coisas”, contou.

Ele também criticou políticos que supostamente estão envolvidos em esquemas de corrupção na pandemia.

“Fico bestificado com quem não é assim [honesto], essa gente corrupta que governa. Não admito alguém usar uma pandemia em proveito próprio”, disse.

Durante a CPI da pandemia, o senador Marcos Rogério mostrou como, em suas palavras, “as narrativas não param em pé”.

 

O senador lembrou a importância do respeito ao contraditório e afirmou que investigações não podem ser conduzidas com base em pré-julgamentos, sendo necessário investigar para apurar os fatos, avaliar as provas e só depois emitir um juízo.

Marcos Rogério afirmou: “a mesma CPI que há poucos dias criticava o que chamava de retardo nas tratativas de compras de vacinas agora questiona e pré-julga o fato de uma agenda rápida. No caso da carta da Pfizer, aqui condenaram quem recebeu e não deu importância. Agora, condenam quem recebeu uma notícia e agiu dentro das regras”.

O parlamentar acrescentou: “O problema das narrativas é justamente este: elas não param de pé”. Marcos Rogério expôs: “é acusar por acusar, não importa a verdade. É isso que o Brasil está assistindo aqui hoje”.

O senador  criticou a “escolha” de depoimentos que são tomados como verdade, sem checagem, enquanto outros depoentes são tratados como criminosos ainda que não haja indícios. Ele resumiu: “aqui, atribui-se pesos diferentes aos fatos”.

Marcos Rogério alfinetou Renan ao comentar sobre supostos desvios de dinheiro público em Alagoas: “O estado de Alagoas e outros pediram respiradores a vossa senhoria para colocar no lugar dos que foram ‘surrupiados’ pelas mãos da corrupção? Quantos foram entregues?”.

Após o depoente afirmar que quase 19 mil respiradores foram entregues, Omar e Renan Calheiros interromperam a atuação de Marcos Rogério, dando origem a um confronto verbal. “Nos estados do Nordeste, não cabe investigar. Blindagem! Blindagem a quem comete crime! Jogo político de perseguição”, bradou o senador pró-Bolsonaro.

Fonte: Republica de Curitiba

COMENTARISTA INDICA CRESCIMENTO DA ECONOMIA

 


Apesar de...
Por Adilson Fonseca*


Tribuna da Bahia, Salvador
07/07/2021 06:00 | Atualizado há 13 horas e 45 minutos
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“O otimista é um tolo. O pessimista, um chato. Bom mesmo é ser um realista esperançoso”. - Ariano Suassuna (1927 - 2014) dramaturgo e poeta brasileiro, ocupou desde 1990 a cadeira número 32 da Academia Brasileira de Letras.

No primeiro verso da música “Apesar de você”, de Chico Buarque diz aos que sempre torcem contra: “Hoje você é quem manda/Falou, tá falado/Não tem discussão”. No Brasil de hoje não é o pessimismo, mas a torcida dos que querem ver o caos para gerar o pessimismo que prevalece, Até mesmo o sisudo e tradicional jornal norte-americanos, o Wall Street Journal, mostra a reviravolta positiva no cenário econômico do Brasil, mas mesmo assim não tem conseguido mudar o humor dos que se opõem ao governo do presidente Jair Bolsonaro, e que não veem essa melhoria, mas querem criar um cenário catastrófico em todos os setores do País.


Há pouco mais de três semanas, o presidente foi criticado por comemorar o crescimento trimestral de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB). Contudo, as principais agências de investimentos nacionais e estrangeiras, não só comemoraram, mas também projetaram um crescimento anual do PIB acima de 4%, podendo ultrapassar os 5%. Agências como a Goldman Sachs projetou crescimento de 5,5%. E até mesmo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projetou um crescimento 3,7% em 2021. Parece que só esses brasileiros não viram

Com todas as dificuldades inerentes à pandemia do coronavírus, as contas públicas tiveram um superávit de R$ 24,4 bilhões em abril, e a Bolsa de Valores chegou a bater o seu recorde histórico, desde a sua instituição, superando a marca de 130 mil pontos em negociações de ativos de mercado. O agronegócio superou a barreira de R$ 1 trilhão no que se refere ao valor bruto de produção, com exportações alcançando cifras acima dos US$ 10 bilhões (R$ 60 bilhões) em abril, com crescimento de 39%.

São números invisíveis para os que só conseguem enxergar e torcem por um Brasil de catástrofe, para prejudicar o atual governo. Até o que é de interesse de todos os brasileiros, que é a geração de empregos, consegue mudar esse viés ideológico e negativo que se estabeleceu desde as eleições de 2018, e dos que só pensam nas eleições do próximo ano.

Apesar do “infelizmente”, anunciado por um âncora de uma rede de televisão, o saldo positivo da geração de 280 mil novas vagas formais de trabalaho em maio, mostra uma tendência de retomada da economia, mesmo que não se queira. Por razões ideológicas avessas ao atual governo, o “infelizmente” da CNN foi seguido pela Folha de São Paulo, que usou um malabarismo da linguística para desqualificar a melhoria da economia brasileira, num escancarado viés do quanto pior melhor. O jornal criou um novo termo no Dicionário da Língua Portuguesa, ao dizer que a economia “despiorou” e voltou ao nível pré-covid, com o crescimento de 1,2%.

A “despiora”, eufemismo novo de linguagem dos que não podem falar de “melhora” da economia brasileira, permitiu não só a criação de novos 280.666 empregos com carteira assinada em maio, no quinto mês seguido de saldo positivo, mas também um saldo positivo acumulado no ano, de 1.233.372 vagas, resultado da diferença entre as 7.971.258 admissões e 6.737.886 demissões no mercado de trabalho formal.

Como as palavras que denotam um melhor estado da economia parecem proibidas, porque se referem ao atual governo, então é preciso criar um antítese para a negação e informar que “desinfelizmente” ao contrário de “infelizmente” os sinais da economia indicam essa melhora que parece passar ao largo. E na crescente “despiora” da economia, a balança comercial também bateu recorde, com o melhor maio da história, com um saldo de mais de US$ 9,29 milhões. Os sinais positivos de “despiora” ainda se fizeram presentes no setor de Navegação fluvial, que registrou crescimento de 20,7% em 2020 e até mesmo o deficitário Correios, que registrou o maior lucro dos últimos 10 anos, com R$ 1,53 milhão.

Por fim, seguindo a mesma linha de avaliação das principais agências internacionais, o Banco Central (BC) aumentou a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2021 para 4,6%. E a Balança Comercial teve um superávit ainda maior, de US$ 10,4 bilhões em junho e US$ 37,5 bilhões no semestre, com o maior valor, desde o início da série, em 1989.

“Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho. Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!” - Machado de Assis (1839-1908) escritor e fundador da Academia Brasileira de Letras. Entre suas obras, Helena, Memórias Póstumas de Brás Cubas, Dom Casmurro e Quincas Borba.

* Adilson Fonseca é Jornalista e escreve neste espaço às quartas-feiras


6 de julho de 2021

E AGORA CIRO GOMES? O CORONEL CHAMOU VOCÊ PARA A PORRADA

 


A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) postou um vídeo em suas redes sociais, neste sábado (3), onde faz duras críticas ao presidenciável Ciro Gomes (PDT-CE). Nele, a deputada afirma que o político tem “desorientação etílica, retórica de botequim, números distorcidos e valentia virtual”.

Ao final do vídeo, Zambelli coloca um áudio onde o seu marido, o coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, Diretor da Força Nacional de Segurança Pública, que também e do Ceará, chama Ciro Gomes para a briga.

“Esse vagabundo desse Ciro Gomes ai fez um áudio me ofendendo, me chamando de pilantra, chefe de milícia, falando mal da Carla, minha esposa. Esse vagabundo deve ser lutador de artes marciais, deve ser um exímio atirador, sei lá, deve ser, sei lá, um Mike Tyson da vida pra ter tanta valentia assim que ele não tem, que ele é frouxo. O Ceará e todo o Brasil sabe que ele é um frouxo”, afirmou.

Aginaldo diz ainda que “infelizmente, o Código Penal não permite duelo, né? Porque eu desafiaria ele, esse indivíduo, em qualquer situação pra ver a valentia dele”.

“Então eu me proponho, se esse Ciro Gomes, esse vagabundo um dia quiser me enfrentar, assim nos termos de uma luta justa, né? Eu não sei lutar muito bem, eu sou policial, mas não luto muto bem, a gente tem algumas práticas que aprendemos ao longo da carreira, a gente sabe se defender, mas eu enfrentaria ele num desafio justo, conforme as leis das confederações de lutas do Brasil”, afirmou.

Ao final, Aginaldo acrescenta: “vamos ver se ele é homem mesmo e é valente desse jeito. Pra ver se ele não é só o valente virtual como ele se apresenta ai, esculhambando presidentes, generais, pessoas, dizendo que recebe a tropa do ministério da Justiça à bala, como ele já falou uma vez que recebe a tropa do Moro à bala. Vamos ver se ele é valente pra isso, tá? Eu desafio ele, se ele quiser numa luta justa, se puder isso ser feito”, encerra.

Fonte: República de Curitiba

A proposta do “distritão” como novo sistema eleitoral e a defesa da manutenção do sistema proporcional para a eleição de deputados e vereadores

 

Luiz Eduardo Romano

Direito

Advogado. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia - UFBA. Vice-presidente da Juventude Democratas da Bahia.

O Congresso Nacional se municia para, em mais uma ocasião, estabelecer mudanças no âmbito da legislação eleitoral vigente, algo que é costumeiro nos anos ímpares, que antecedem, portanto, a deflagração dos pleitos, instante em que o eleitorado vai às urnas escolher seus novos representantes políticos.

Não obstante estejamos passando pela mais grave crise sanitária da história mundial, com efeitos devastadores no Brasil, bem como diante da efervescência política perpassada pela República Federativa, a pauta da reforma eleitoral, dotada de extrema relevância, em virtude dos reflexos retilíneos ao Estado Democrático de Direito, promete despertar, com mais afinco, a atenção dos parlamentares e da sociedade brasileira acerca do que eventualmente pode ser modificado no corpo das leis que norteiam juridicamente a festa da democracia.

Em vista da promessa de modificações de todo o arcabouço legal aplicável às eleições brasileiras e, da mesma sorte, às agremiações partidárias, este artigo pretende limitar-se à exposição do tema concernente à proposta de modificação do sistema eleitoral para a escolha de deputados federais, estaduais e distritais.

Atualmente, os deputados e vereadores são eleitos por meio do sistema proporcional em lista aberta, quando é facultada ao eleitor a possibilidade de escolha do seu candidato ou do partido político de sua preferência. Na modalidade em referência, as vagas em disputa são preenchidas a partir da votação recebida por cada legenda partidária, que precisa atingir o chamado quociente eleitoral para eleger um representante.

Frise-se que o quociente eleitoral se dá a partir de uma operação matemática em que se divide o número de votos válidos pela quantidade de cadeiras que haverão de ser preenchidas no parlamento. Na Bahia, são submetidas à concorrência 39 vagas para a representação na Câmara dos Deputados e 63 cadeiras na Assembleia Legislativa.

A cada vez que um determinado partido atinge o quociente eleitoral, um representante da legenda é eleito, desde que tenha, pelo menos, 10% dos votos da referida conta. Os partidos, ainda, podem preencher vagas nas casas legislativas a partir das sobras, que se resume ao cálculo dos assentos parlamentares não preenchidos pelo cálculo do coeficiente.

Dentre as alternativas sugeridas ao atual modelo em curso, exsurge-se, com mais força, a proposta do “distritão”, alcunha vinculada ao modelo majoritário simples, que vislumbra a eleição dos parlamentares mais votados, desprezando-se os votos amealhados por cada partido.

Trata-se de uma espécie de sistema eleitoral já aplicada no território brasileiro para a eleição de senadores e prefeitos das cidades com menos de duzentos mil eleitores, quando aqueles que obtêm mais votos se consagram vencedores das disputas democráticas, independentemente da legenda a qual é filiado o vencedor.

Vociferam aqueles favoráveis ao distritão que a modalidade em riste simplificaria a compreensão, pelo eleitorado, do sistema pelo qual são eleitos os deputados, uma vez que somente aqueles possuidores de maior votação estariam eleitos para os cargos respectivamente concorridos.

Nesta perspectiva de argumento, os adeptos ao sistema majoritário para a eleição de deputados assentam, ainda, que, em tese, somente seriam eleitos os candidatos de maior representatividade, pois seriam os detentores de superior quantidade de votos destinados pelo eleitorado.

A despeito da relevância da tese encampada por aqueles que são favoráveis à mudança para o distritão, em detrimento do sistema proporcional, atualmente em vigor no país para a eleição de deputados e vereadores, entendemos que a proposta não merece prosperar, na esteira do quanto a seguir dissertado.

De início, entendemos que, com o distritão, haveria uma forte tendência de encarecimento das já onerosas campanhas eleitorais, uma vez que seria necessário amplificar o volume da propaganda por todo o distrito, correspondente à unidade federativa sede da disputa, com o escopo de obter mais votos, situação que levaria a um maior gasto de recursos financeiros.

Encarecer ainda mais as candidaturas motiva a dificuldade de alternância de poder, um pilar da democracia, pois tende a mitigar eventuais postulações dotadas de menor condição econômica e de estrutura diminuta.

Em outra premissa intelectual, compreende-se que o sistema majoritário simples fortalece o personalismo político e quebranta a ideia de solidariedade do voto, pois, nesse modelo do distritão, boa parte dos votos é desprezada, já que não há a possibilidade de aproveitamento pelo partido.

Assentamos que, nessa vertente, o distritão institucionalizaria o chamado vale tudo eleitoral, em que todos concorrem contra todos, pois cada candidato disputa o voto individualmente, e não fomentam o crescimento da política enquanto bandeira, deixando em segundo plano o debate propositivo e a discussão de ideias.

Ademais, o distritão promove um esgarçamento aos partidos políticos, responsáveis por canalizar o sentimento da população às arenas políticas, pois esses se resumiriam a meros cartórios de filiação daqueles que pretendem concorrer a uma vaga como deputado ou vereador, mesmo que não tivessem compromisso com as bandeiras empunhadas pela legenda.

O personalismo em detrimento da ideia de coletividade política, que é fomentada pelo sistema proporcional, pode representar em mais entraves para se proceder à governabilidade, já que cada parlamentar representaria uma diretriz de atuação autônoma, que poderia ser ligeiramente divorciada de seus respectivos partidos, algo que dificultaria o diálogo entre as correntes políticas e os ocupantes dos espaços de poder.

Diante dos fundamentos apresentados, advogamos a tese quanto à manutenção do sistema proporcional em lista aberta, por entender que, apesar dos seus defeitos, consiste no modelo que mais preza pelo pluralismo político e pela amplificação da representatividade dos eleitos, atributos que estariam, ao nosso sentir, prejudicados acaso venha a ser adotado o distritão.

Por fim, como abordamos no início deste texto, entendemos que, diante da magnitude do assunto, não se esgota a discussão da temática nesta oportunidade, haja vista a necessidade de aguardamos o desfecho das movimentações políticas até a definição da matéria, que não deve demorar, pois, para valer já para as próximas eleições, a lei deve ser alterada – e sancionada – em até um ano antes do pleito do ano que vem, que promete ser um dos mais disputados de nossa história.

Fonte: Politica livre

4 de julho de 2021

Acompanhado de 11 mulheres, policial civil morre em quarto de motel

 


03 de Julho de 2021 às 08:33 Por: Reprodução // Istoé Por: Redação BNews


Nesta sexta-feira (2), um policial civil morreu dentro um motel em São Bernardo do Campo, no ABC paulista. O curioso é que o homem estava acompanhado de 11 mulheres. A suspeita é de que ele tenha sofrido um mal súbito.

Segundo a Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência chegou a ser acionado, mas ao chegar ao local, constatou a morte do policial.

O caso foi registrado, segundo a IstoÉ, no 3° Distrito Policial de São Bernardo do Campo como morte natural. O corpo da vítima foi levado ao Instituto Médico Legal (IML) da região.

Vitória empata mais uma vez na Série B mas sai do Z4

  





Sábado (3), foi de alivio momentâneo para a equipe do Vitória. Depois de sair atrás no placar, leão corre atrás empata próximo do fim do jogo e conquista ponto que tirou a equipe da zona de rebaixamento. Foi o quarto empate do Vitória na Série B, nesta temporada. 

No Manoel Barradas, em Salvador, Vitória e Goiás fizeram um jogo agitado, principalmente no segundo tempo. Na etapa inicial, Alef Manga quase marcou para os visitantes aos 36 minutos. Entre dois zagueiros, Alef chutou forte e Ronaldo espalmou. O Leão respondeu aos 42 minutos, em chute de Ronan defendido por Tadeu.

O segundo tempo foi mais intenso. Aos quatro minutos, Dinei chutou forte e acertou a trave do Verdão. No lance seguinte, Raul Prata cobrou falta com categoria e Tadeu espalmou. Se o Rubro-Negro não fez, o Esmeraldino marcou. Aos nove minutos, Dadá Belmonte aproveitou cruzamento de Apodi e mandou para dentro do gol de Ronaldo. Aos 32 minutos, o time baiano carimbou a trave de novo. David cabeceou e a bola parou no travessão. Pressionando os visitantes, o Leão deixou tudo igual aos 40 minutos. Bruno Oliveira cobrou falta no contrapé do goleiro e balançou as redes.

A igualdade tira o Vitória do Z4. O Rubro-Negro aparece na 16ª posição, com sete pontos. O Goiás está no G4, em quarto lugar, com 16 pontos.

Fonte: Tribuna da Bahia

3 de julho de 2021

PF indicia Renan Calheiros por corrupção e lavagem de dinheiro

 



Investigadores dizem ter identificado elementos probatórios concretos de autoria e materialidade para se atestar a presença de indícios suficientes de que Renan teria praticado os crimes em conjunto com outras quatro pessoas, também indiciadas






A Polícia Federal indicou o senador Renan Calheiros por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no âmbito de investigação sobre suposta propina de R$ 1 milhão que teria sido solicitada e recebida pelo parlamentar em 2012. De acordo a corporação, o pagamento teria sido realizado pela Odebrecht como uma contrapartida pelo apoio político à aprovação de uma resolução do Senado que restringiu incentivos fiscais de produtos importados concedidos por Estados, beneficiando a Braskem - episódio conhecido como Guerra dos Portos.
Em relatório datado desta quinta, 1º, enviado ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, os investigadores dizem ter identificado elementos probatórios concretos de autoria e materialidade para se atestar a presença de indícios suficientes de que Renan teria praticado os crimes em conjunto com outras quatro pessoas, também indiciadas.
"No caso em tela constatou-se a existência de elementos probatórios demonstrando que o Senador Renan Calheiros, codinome Justiça, recebeu valores indevidos no montante de R$ 1 milhão, com a senha "justo", no dia 31/05/2012, às 15hs, no endereço da empresa Internet Pool Comércio Eletrônicos S/A, por intermédio do senhor Fábio Brito Matos, funcionário da empresa e motorista do senhor Milton de Oliveira Lyra Filho, operador financeiro do parlamentar e sócio administrador da empresa", diz trecho da peça.
Fábio Matos e Milton Lyra também foram indiciados pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A PF ainda atribuiu crimes de lavagem à Adolpho Julio da Silva Mello Neto (codinome Botox) e Rosangela Benetton Grimaldi (codinome Maravilha). De acordo com os investigadores, ambos seriam ligados ao TrendBank, o qual teria sido usado para operacionalizar a entrega dos valores.
As informações sobre as supostas propinas foram reveladas pelos delatores Claudio Melo Filho, Carlos Fadigas e Marcelo Bahia Odebrecht, em 2017. As apurações culminaram em uma fase ostensiva, aberta no ano seguinte, 2018, a Operação Armistício.
Inicialmente, o inquérito que tramitava junto ao STF atingia ainda três ex-senadores: Romero Jucá, Delcídio do Amaral e Gim Argello. As apurações sobre o envolvimento dos ex-parlamentares foram enviadas à primeira instância, motivo pelo qual o delegado Vinicius Venturini, pediu o compartilhamento do relatório conclusivo com o delegado responsável pelo caso na PF do Distrito Federal.
Em nota, a defesa do senador diz que o pedido de indiciamento é um movimento de retaliação da Polícia Federal ao trabalho desempenhado por ele na CPI da Covid e que a instituição não possui competência necessária para indiciar um senador da República. A função compete ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Matheus Felivene, doutor em direito penal pela Universidade de São Paulo (USP), explica que o pedido de indiciamento movido pela PF não possui efeito prático, porque cabe ao STF autorizar a ação. "O indiciamento sem autorização violaria a prerrogativa de função do parlamentar", afirma.
Segundo Renan, a instituição teria instaurado inquérito contra o empresário Francisco Maximiano, dono da Precisa Medicamentos - empresa envolvida em denúncias de irregularidades no processo de aquisição da vacina Covaxin pelo Ministério da Saúde -, com o intuito de colocá-lo na condição de investigado e, assim, facilitar a obtenção de seu Habeas Corpus junto ao STF.
"É uma surpresa que justamente agora, quando a PF, instituição de Estado, abre a investigação sobre a Precisa para facilitar Habeas Corpus do vendedor da vacina da propina e garantir seu silêncio na CPI, tentam essa retaliação", diz um trecho a nota emitida pela defesa de Renan Calheiros.
Na última quinta-feira, 1º, a ministra Rosa Weber acatou o pedido da defesa de Maximiano e concedeu o habeas corpus que garante ao empresário o direito de ficar em silêncio durante o depoimento à CPI para preservar o direito à não autoincriminação. A Comissão ainda não marcou a data do novo depoimento do dono da Precisa.
A oitiva do empresário estava prevista para acontecer na quinta-feira, mas foi desmarcada para que os senadores ouvissem Luiz Paulo Dominguetti Pereira, representante da empresa Davatti Medical Suply, que acusou um integrante do governo Bolsonaro de operar um esquema de cobrança de propina de um dólar sobre o valor de cada dose da vacina Astrazeneca, como revelou uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo.
O advogado Luís Henrique Machado, que defende Renan, diz que o senador "é investigado desde 2009 pela Procuradoria-Geral da República. Sob o aspecto investigativo, a sua vida foi devassada e jamais foi encontrado qualquer indício de ilicitude sobre os seus atos. Nunca tratou, tampouco autorizou ou consentiu que terceiros falassem em seu nome". A defesa completa: "por fim, importante salientar que aproximadamente dois terços das investigações contra o senador já foram arquivadas por falta de provas. Assim como os demais inquéritos, a defesa está confiante que a investigação da Odebrecht também será arquivada, até porque nenhuma prova foi produzida em desfavor do senador, restando, somente, a palavra isolada dos delatores."

FONTE CORREIO BRASILIENSE

2 de julho de 2021

Apoiadores de Bolsonaro fazem motociata em Salvador Presidente não compareceu ao ato

 




Tribuna da Bahia, Salvador
02/07/2021 14:31 | Atualizado há 6 horas e 40 minutos
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Na manhã desta sexta-feira (2), apoiadores do presidente Jair Bolsonaro realizaram uma motociata pelas ruas de Salvador em apoio ao governo. Os participantes concentraram por volta das 9h na região do Dique do Tororó, próximo da Arena Fonte Nova, onde era o ponto de inicio do ato, que não contou com a presença do presidente.

A motociata passou por Avenidas como Bonocô, Paralela, Tancredo Neves e Otávio Mangabeira, e foi finalizada no Centro de Convenções, na Boca do Rio em torno das 12h30. Participaram do evento políticos como o deputado estadual Capitão Alden (PSL), a deputada estadual Talita Oliveira (PSL) e o ex-vereador de Salvador, Cezar Leite (PRTB).

Apesar da chuva que caiu durante a manhã, a motociata contou com a adesão de vários motoqueiros, ciclistas além de um trio elétrico que conduziu o ato.






Foto: Reprodução Redes Sociais | Vista da concentração da motociata no Dique do Tororó

Fonte: Tribuna da Bahia